A ilusão da (e-/i-)migração

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Deve ter uns dois anos o primeiro pedido de conselho por parte de um amigo. Desde essa altura que tenho recebido diversos pedidos de conselho, contacto e informação sobre (e-)/(i-)migração. E porquê?… talvez por viver na Alemanha há já 6 anos. Ou talvez por antes disso ter emigrado dentro do país durante outros 6.
O que muitas pessoas se esquecem é de que isto de emigrar tem muito que se lhe diga. Os pedidos que tenho recebido são normalmente de pessoas que em virtude da situação económica de Portugal, procuram outros “pastos” mais atraentes. Uma situação perfeitamente compreensível, mas longe de ser uma boa razão para emigrar. E então porquê? Ora bem, é para explicar isso que escrevo este artigo.

 

Este artigo tem como público alvo Portugueses da faixa etária dos 20-30 anos. Académicos e/ou não só, mas que normalmente ainda não têm uma família estabelecida (casados, com filhos).
Primeiro que tudo, é preciso lembrar que imigrar (entrar e fixar-se, periódica ou definitivamente, num outro país ou região) não é nada igual ou parecido a fazer férias de algumas semanas ou mesmo um mês noutro lado qualquer. A começar pelo óbvio, não são férias! Nem é um um ano “temporário” de Erasmus. Mas também não é só trabalho. É viver noutro lado. E sejamos sinceros, não estamos todos à altura para esse desafio.

 

Já quando muitos jovens vão para a universidade, passam pelo “periodo de adaptação”. Que muita gente se faz de coitadinho que está longe de tudo o que conhece, assustado com o mundo dos grandes. Mas é a realidade quem está à porta, e ela é indiferente a ti e a mim. O que por vezes é mais assustador do que a ideia do “está tudo contra mim“.
Enfrentar esses desafios faz parte da vida. Se o(a) leitor(a) foi para a universidade fora da sua cidade natal, está agora a pensar em imigrar, e achou que a universidade tinha sido um passo difícil: Então esqueçam a ideia de ir para um país diferente. Pode deixar de ler este artigo e ir à internet ver coisas mais engraçadas. Como por exemplo o failblog ou a Disney.

 

Outro aspecto que eu gostaria de referir antes de entrar propriamente nas questões mais delicadas é o seguinte:
Analizando a sociedade emigrante Portuguesa, vemos uma grande diferença entre os imigrantes dos anos 60-70 e os de 90-00. O estereótipo do emigrante português é construido na geração mais antiga, que era, em regra, menos letrada. Eles sairam de Portugal porque a situação estava má. Economica-, social- e politicamente. A geração dos 90-00 é completamente diferente. Por regra os que emigraram fizeram-no por opção. São académicos na sua maioria, e têm uma outra abordagem exactamente por partirem à aventura, e já aprenderam com a geração anterior.
Das criticas negativas que temos a apontar aos nossos “idosos” emigrantes cai normalmente o estereótipo do emigrante Português que quando está lá fora diz: “Ahhh que em Portugal é tudo muito melhor do que aqui… A comida é muito melhor, o tempo mais ameno, as pessoas mais amáveis… Só a economia é que não presta! De resto é muito melhor do que estar aqui.“. E depois quando chega a Portugal diz: “Ahhh que lá fora é muito melhor do que estar em Portugal! Ganha-se melhor, as pessoas são civilizadas, educadas… é muito melhor do que estar em Portugal!“. Acho que todos nós conhecemos uma figura assim… De modo a evitar que esta nova geração de emigrantes que agora sai de Portugal, já pelas mesmas razões que os pais/avós, e se tornem num espelho do que já se passou… queria deixar algumas dicas, e ideias do que se vão meter.
Isto porque a força de vencer “lá fora” está “dentro de nós”, e não é algo que se aprende na universidade. É a determinação, é o espirito de aventura e de luta. Não é o fado choramingas português.

 

1: Construir uma nova vida. É exactamente o que imigrar é, construir uma vida… noutro lado. Não se trata apenas de arranjar casa ou apartamento… mas sim com uma vida social: Amigos, amante(s), passatempos e tudo o mais que nada tem a ver com a vida profissional que nos propomos a fazer. São alterações de hábitos de todo o género – desde os alimentares aos códigos sociais. É o que isto significa.
E é exactamente no campo pessoal que as considerações sobre imigração deverão começar:
Por exemplo: namorada(o), parceira(o), esposa(o) em Portugal… ter esta âncora emocional é relevante para o sucesso. Não é um lastro! De maneira nenhuma, mas vai limitar muito a mobilidade de uma pessoa. Daí eu ter escolhido a palavra âncora porque é algo que faz uma ligação a Portugal no presente e certamente no futuro, do que a palavra lastro, que nos retêm, segura e impede o movimento.
Já tendo vasta experiência em múltiplas relações à distância, venho aqui fazer um pouco o papel de conselheiro da revista “Maria”. O facto de serem múltiplas é uma indicação da minha taxa de sucesso; contudo, por sabedoria pessoal e osmose de relações de amigos, posso dizer o seguinte: uma relação é feita a 2, e para funcionar à distância, têm ambos de estar na mesma página e com os mesmos objectivos. Sejam eles quais forem. E em cima disso, ambos têm de efectivamente trabalhar para alcançar os objectivos propostos. É muito fácil quando um dos parceiros vacila ou desvia-se dos objectivos estipulados de deitar tudo a baixo. (Seen it happen, oh so often)
A relação vai ser colocada à prova, e se não há em vista algo concreto… então tem uma data de validade.
Outro aspecto é ir com a nossa cara-metade para uma outra cidade (pode até ser dentro do país). As coisas são diferentes do que numa relação à distância, e parece à partida mais fácil… a solidão não bate da mesma maneira. No entanto parece haver a tendência de que o casal agarra-se muito um no outro, e depois um deles acaba por sufocar. A única solução parece ser que ambos arranjem uma vida social o mais cedo possível, e sejam capazes de manter alguma individualidade. Mas é um risco, um teste à relação, e é uma das coisas para a qual é preciso estar avisado(a). Boa sorte.

2: Para estabelecer uma nova vida social: imigrar é MUITO diferente de mudar dentro do país para estudar. Para começar, lá fora não há praxe (gottseidank) e também não vai haver colegas de “luta académica” que nos possamos ligar facilmente. Estamos realmente sós e vamos ter de fazer pela vida. Os colegas de trabalho não são as melhores apostas para amizade. Eles/elas já têm uma vida social e não precisam de um(a) estrangeiro(a) para nada. Estamos portanto por nossa conta. Haverá certamente o convite social ocasional, mas isso está longe de ser uma vida social.
Que fazer? Eis duas sugestões que brilham pela sua simplicidade e taxa de sucesso: Cursos de língua local e desportos de equipa. Em todos os sítios onde estive, sim já vivi também fora da Alemanha, isto é verdade: Com os cursos de línguas iremos conhecer diversas pessoas que estão no mesmo nível que nós, tanto em conhecimento como na quantidade/qualidade de tempo (e vida social) que os recêm-chegados. Basta ver quem é que tem os mesmo interesses, muito fácil pois a conversação que irá fluir nas aulas, e mais tarde há sempre encontros fora de aulas para praticar a língua (desculpas, desculpas).
Desportos de equipa, como o próprio nome indica, obriga a uma socialização dentro e fora do campo. É fácil fazer novos amigos assim. Go get them, tiger

3: Outra consideração a tomar antes de imigrar é a seguinte: que quero fazer da minha (futura) vida familiar?
Vou querer ter filhos? Se sim, onde é que os vou querer criar? Com quem? Há já um parceiro(a) Português / Portuguesa na lista? Ou está ainda para se ver?
Vou começar por esquadrinhar na questão do(a) parceiro(a):
Havendo já alguem em vista… então ver o ponto a cima onde referi relações à distância (ponto 1).
Não havendo, o que fazer? Bem, eu não forneço aqui um serviço de encontros on-line. Mas uma realidade é que, a probabilidade de encontrarmos outros Portugueses(as) interessantes lá fora para essas aventuras é fraca. Se já não vinha de trás onde a probabilidade era maior…..
Mas isso não é problema! Traz apenas um pouco de cor à vida. Aventurem-se e pode ser que se espantem. Uma relação inter-cultural apresenta outros (bons?) desafios, e vão ter de considerar que o(a) vossoa(a) parceiro(a) terá não apenas uma maneira diferente de ver as coisas, como irá alterar a vossa forma de as ver. Por isso há que tem em consideração esse aspecto. Quero um parceiro(a) estrangeiro(a)? Se não fizer mal, onde é que depois essa relação se vai desenvolver? Vai ter data de validade? Se não quiser um parceiro(a) estrangeiro(a), vou querer ficar sozinho(a) ou planeio voltar a Portugal daqui a algum tempo?
Para os que decidem realmente fazer uma vida lá fora, com crianças, há uma realidade que muitos pais imigrantes ignoram: é que a criança (a menos que a metam na cave e nunca veja a luz do dia) vai crescer numa outra sociedade. E vai adquirir os valores, métodos, pensamento e filosofia daquela sociedade. Não vão ser os mesmos que os Portugueses. O melhor que se poderá desejar, é ter uma mistura saudável (50-50)… Luso-Alemão, Luso-Françês, Luso-Brasileiro, Luso-qualquer coisa… Nunca os filhos serão Portugueses de gema. Apaguem essas ilusões!
Mas isto não é nada de mau! De modo nenhum! É na verdade uma mais valia uma pessoa ter a possibilidade de compreender duas culturas diferentes.
Qualquer coisa menos do que 50-50 é na verdade um desperdício… Filhos de emigrantes Portugueses que poderiam falar Português, e afinal só falam a língua local, por exemplo. Completamente ignorantes de uma outra cultura que poderiam também absorver, e com isso torna-los mais interessantes, mais cultos.
Mas naturalmente que há um choque cultural maior quando, por exemplo, se misturam culturas árabes com culturas ocidentais. A ver por aqui, na Alemanha, onde os Turcos imigrantes são por norma mais conservadores do que os que ficaram na Turquia. Já conheci (pessoalmente) casos de violência (mortes até) e de casamentos forçados.
Ahh neste tema, posso dar o bom exemplo de um amigo Brasileiro casado com uma Alemã, onde os filhos só falam Português com o pai e Alemão com a mãe. É fantástico ver como estas crianças saltam de uma língua para a outra.

4: O envelhecimento dos pais…. este é um tema que tenho pouca experiência ainda… Os meus pais estão rijos como o aço! Mas já observei de amigos meus (e-/i-)migrados, que agora vacilam com os pais a ficarem mais velhinhos e a requerem mais atenção. Na verdade o caso que tenho em mente sempre vacilou com saudades de casa; possivelmente os pais são apenas uma desculpa.
O que quero dizer é o seguinte: pensem também no que vão fazer quando os velhotes forem mesmo velhotes.

5: Trabalho! Ora bem, aqui é o que muita gente se ilude! Não pensem como refugiados vindos do Norte de África, ou Cubanos (para um caso mais Americano), que basta atravessar aquela água, que do outro lado tod osos sonhos se realizam. Não sejam ingénuos. Sabem muito bem que arranjar (bom) emprego num país do “primeiro mundo” não é fácil, ou melhor é quase tão fácil como em Portugal. Certo que para lavar pratos e varrer as ruas sempre se arranja, mas não venham com ideias de grandeza!
Olhem o exemplo recente do Luxemburgo, com mais de quatro mil Portugueses desempregados!
Em questões profissionais, o domínio da língua estrangeira é FUNDAMENTAL.
Trabalhar para um multinacional onde a língua de trabalho é o Inglês é possivel. Basta ser bom no que se faz, e dominar o Inglês. Aí vale-nos o facto de, normalmente, os Portugueses falarem bem Inglês que nos colocam à frente dos candidatos estrangeiros que são fraquinhos: Espanhóis, Franceses, Italianos, onde têm tudo dobrado em casa.
Mas isso não invalida que não necessitamos de ter um domínio confortável na língua do país de escolha. Afinal de contas é lá que irão passar o tempo.
Além do mais, a maior parte dos futuros colegas serão nacionais, e irão falar a língua local entre eles… Excluindo assim, não de uma forma mal-educada, simplesmente natural, qualquer indivíduo que não seja capaz de acompanhar as conversas profissionais e pessoais.
Na verdade quase todos os trabalhos/funções (à excepção do lavar pratos ou apanhar fruta) exigem um conhecimento fluente da língua local, tanto para o desempenho directo da função (relações com clientes ou fornecedores) bem como para com os colegas de trabalho: professores, advogados,assistentes sociais, etc… Olhem… pensem assim: vejam os trabalhos que são desempenhados em Portugal, e pensem se eles podem ser feitos (em Portugal) numa outra língua. E já sabem do que estou a falar.

Outra questão é o salário!
6: Espectativas salariais exageradas são uma das principais fontes de desilusão… Décimo terceiro mês? Décimo quarto??? Da última vez que vi um calendário, o ano tinha doze meses! Acredito que isso não tenha mudado nos passados 5 minutos.
Sim, por regra ganha-se melhor “lá fora” do que em Portugal. E também por regra gasta-se mais “lá fora” do que em Portugal. É também verdade que numa situação mais equilibrada, seja possível poupar alguns trocos mais “lá fora” do que em Portugal. Mas há uma coisa que as pessoas se esquecem. É que a vida de imigrante tem uma diferença fundamental da vida de um local. É que o imigrante quer sempre voltar para a sua Pátria, local de origem, pelo menos pelo Natal, férias de Verão e se possível na Páscoa! Ou seja tem uns gastos anuais em viagens que os locais não têm. E aí…. aí a porca torçe o rabo e as poupanças sofridas a lavar pratos lá se foram.
Um exemplo flagrante tive este ano, quando vi viagens entre Paris e Funchal para Outubro de 2012 com preços pela TAP superiores a 500€. E para a mesma altura e a sair do mesmo aeroporto para o Japão eram por volta de 480€…. Tenho tanta pena de ser madeirense…
Sim é possível fazer umas poupaças lá fora. Comendo sandes todos os dias, e fazendo sacrifícios pessoais / sociais… mas no fim fica a pergunta: é afinal diferente do que ficar em Portugal?

7: Outra questão são os impostos… que tal como a morte são certinhos… Mas aí não vale apena me esticar, pois cada sítio é diferente, e pelo que tenho visto o problema (de 1º mundo) da segurança social, é que a economia vai ser má em todo o lado. Por isso tratem de por dinheiro á parte em mais sítios do que um. Não metam os ovos todos no mesmo cesto.

8: Valorização no trabalho…. Será que lá fora é assim tão diferente do que em Portugal? A verdade é que não é! A valorização profissional parte de dentro. Se fizermos um bom trabalho, independentemente de onde estamos, podemos orgulharmo-nos disso. Se os colegas não vêem isso então é bater com a porta.
Aqui faço referência às sábias palavras de José Pinto dos Santos, quando disse: “Se esta empresa não me quer, não dá valor ao que eu aprendi, conquistei e posso dar… porque razão quererei eu lá trabalhar?!”.
É claro que é fácil falar! Mas quando temos crianças para alimentar, e 40 anos de dívida para pagar e estamos dependentes daquela entidade empregadora (o estado?) a coisa não é bem assim! Mas devia ser! E compete-te a ti, jovem, torna-la realidade. Se és escravo em Portugal, és escravo de ti mesmo. Quem te mandou meter nesse negócido da casa? Comprar um carro para quê? Status? Orgulho? Olha, então é bem feito!
Esquece… não tenho palavras nem conselhos, cada pessoa tem sua própria caminhada. Faz o melhor que puderes. Sê o melhor que puderes. O resultado virá na mesma proporção de teu esforço. Compreende que, compete-te a ti (a mim e a todos) modificar as tuas (nossas) técnicas, visões, verdades, etc.
O teu trabalho é valorizado quando tu próprio(a) o valorizas. E naturalmente és capaz de mostrar que o fazes é importante! Se não, a pergunta filosófica não deveria ser: vou imigrar? Mas sim: que faço eu da minha vida?

 

Não quero soar paternalista com isto tudo… mas há pensar nestas coisas antes de se meter em aventuras e tirar as ilusões da (e-/i-)migração.

Para fechar o artigo que soou até agora negativo, vou referir algumas razões positivas pela quais se deve emigrar, e que nada têm a ver com a situação económica Portuguesa.
É uma experiência única. A oportunidade de aprender coisas novas, de se fazer algo perfeitamente mundano ou até difícil mas de uma maneira diferente. Trás outra cor á vida.
Um outro ponto positivo, e mais filosófico é que aprendemos algo sobre nós próprios. Aprender uma cultura diferente é o que nos permite compreendermos a nossa própria cultura. É das diferenças que vemos o porquê que fazemos isto ou aquilo de uma determinada maneira. É uma experiência de vida em que se ganha algo imensurável.
Crescer… Ao viver fora de Portugal temos a oportunidade de crecer de uma maneira diferente, pessoalmente e profissionalmente. Explorar campos pessoais e de conhecimento que á partida nos eram vedados ou de difícil acesso. É uma experiência de vida que nos difere (de uma forma positiva, mas não quantificável) dos restantes membros da sociedade humana. Adiciona algo á nossa esfera de individualidade que antes não estava lá. Atenção! Não nos torna melhores do que os que ficaram em casa! Mas torna-nos diferentes do que eramos antes, e esperemos que seja para melhor.
Fazer amigos que nos mostram outras realidades, outros mundos… (e-/i-)migrar trás-nos um conhecimento que nos permite apreciar algo que nunca pensavamos que iriamos apreciar. Gastronomia, desporto, eventos sociais… Com outras pessoas que vêem as coisas de maneira diferente, apendemos outras coisas que “em casa” não aprendemos. Aprendemos coisas banais como andar de bicicleta ou fazer ski, até coisas mais estranhas como fazer sushi ou conduzir num trenó puxado por cães… É um mundo que está lá fora, e vivê-lo, experimentá-lo é algo que todos devem fazer porque querem e porque gostam. E não porque são obrigados.

 

Com isto tudo meus caros… Fecho este artigo dizendo apenas: Esse coelho que meteu a cabeça fora da toca (que nem um whack-a-mole) e aconselha os jovens profissionais a imigrar, então devia ser ele o primeiro a fazer de cherne e nadar para outros rios…

 


 
 

2 Responses

  1. Parabéns, Vitor! Este texto ficou excelente. Identifico-me muito com o que está escrito aqui. Em minha opinião, como imigrante, é uma visão bem realista e abrangente. E é disso que as pessoas precisam.
    Tem um ponto que queria enfatizar sobre conhecer outras culturas, que é tornarmo-nos mais tolerantes e abertos ao próximo, ao percerbermos que há diferentes maneiras de expressar sentimentos, idéias. E assim, eliminamos pré-conceitos pouco a pouco. Isso é fantástico.

  2. Vitor Vieira

    Obrigado Patricia. :) Não coloquei essa tua observação nos aspectos positivos apenas por lapso. Acho que a tolerância origina na compreensão do próximo.

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